Licença-maternidade esquecida: saiba como reivindicar o que é seu!

A licença-maternidade é um direito garantido pela legislação brasileira para proteger a saúde da gestante e do bebê, além de assegurar estabilidade no emprego durante o período gestacional e após o parto. 

No entanto, algumas empresas ainda descumprem as normas, demitindo funcionárias grávidas ou não cumprindo suas obrigações trabalhistas relacionadas à licença-maternidade. Diante dessa situação, é fundamental que as funcionárias conheçam seus direitos e saibam como agir para garanti-los.

O Dr. Augusto Fonseca, sócio-fundador do FFM Advogados, explica: “se você foi dispensada sem receber os direitos trabalhistas para gestantes relacionados à licença-maternidade, saiba que há mecanismos legais para reverter essa situação.” 

A estabilidade provisória é assegurada desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto, e qualquer dispensa sem justa causa nesse período é considerada ilegal. 

Neste artigo, abordaremos os passos que você deve tomar para reivindicar seus direitos, incluindo o papel da Justiça do Trabalho, a documentação necessária e o apoio de sindicatos e advogados especializados em direito trabalhista para grávidas.

Primeiros passos para reivindicar direitos trabalhistas

Ao ser dispensada sem que seus direitos para grávidas sejam respeitados, é essencial agir rapidamente para buscar reparação. 

O primeiro passo é reunir todas as informações e documentos relacionados ao vínculo empregatício, como contrato de trabalho, holerites, atestados médicos que comprovem a gravidez e comunicações formais de dispensa.

Além disso, é importante registrar detalhadamente os acontecimentos, incluindo a data da dispensa, o motivo alegado pela empresa e qualquer evidência de que a empresa tinha conhecimento da gravidez no momento da demissão. 

Esses registros serão essenciais para subsidiar uma eventual ação judicial.

Após reunir as provas, procure o setor de Recursos Humanos da empresa para tentar resolver a situação de forma amigável. Muitas vezes, a empresa pode estar desinformada sobre suas obrigações legais e corrigirá o erro sem a necessidade de uma ação judicial. Caso isso não ocorra, o próximo passo é buscar orientação jurídica especializada.

Como denunciar irregularidades à Justiça do Trabalho?

Se a tentativa de acordo com a empresa não for bem-sucedida, é hora de recorrer à Justiça do Trabalho. 

“Para isso, é necessário ingressar com uma reclamação trabalhista, que é o instrumento legal utilizado para reivindicar direitos descumpridos. Essa reclamação pode ser feita diretamente pela funcionária ou com a assistência de um advogado especializado em direito trabalhista para gestantes.” Explica o Dr. Augusto Fonseca. 

“Na Justiça do Trabalho, você poderá pleitear a reintegração ao emprego, o pagamento de indenização correspondente aos direitos trabalhistas não pagos, incluindo salários do período de estabilidade, FGTS e demais benefícios previstos em lei.” Complementa.

Além disso, a empresa poderá ser condenada a pagar indenização por danos morais, dependendo das circunstâncias do caso.

O primeiro passo para dar entrada na reclamação trabalhista é procurar a Vara do Trabalho mais próxima ou o Sindicato da categoria profissional, que pode oferecer suporte jurídico gratuito. 

A assistência de um advogado especializado é altamente recomendável para garantir que todos os direitos sejam devidamente reivindicados.

Documentação necessária para comprovar a ilegalidade da dispensa

A documentação é um dos elementos mais importantes em uma reclamação trabalhista. Para comprovar que a dispensa foi ilegal, é fundamental apresentar:

  • Contrato de trabalho, que demonstra o vínculo empregatício e as condições acordadas com a empresa.
  • Atestados médicos ou exames que comprovem a gravidez na época da dispensa.
  • Notificações ou e-mails enviados à empresa comunicando a gravidez.
  • Holerites que mostrem o pagamento de salários e benefícios antes da dispensa.
  • Comunicações da empresa relacionadas à demissão, como a carta de desligamento.

Essa documentação não apenas reforça os argumentos apresentados na reclamação, mas também pode acelerar o processo judicial, facilitando a comprovação dos fatos perante o juiz do trabalho.

Auxílio de sindicatos e advocacia trabalhista em casos de dispensa

Os sindicatos desempenham um papel fundamental na defesa dos direitos das trabalhadoras, especialmente em casos de dispensa durante a gravidez. Eles podem oferecer orientação jurídica gratuita, auxiliar na negociação com a empresa e, em muitos casos, atuar como representantes legais em reclamações trabalhistas.

O Dr. Augusto complementa, dizendo que os sindicatos também podem mediar conflitos, buscando soluções extrajudiciais que beneficiem ambas as partes. Esse tipo de solução costuma ser mais rápido e menos desgastante para a funcionária, mas depende da disposição da empresa em corrigir suas irregularidades.

Caso o sindicato não possa oferecer suporte adequado, é essencial buscar um advogado especializado em direito trabalhista para gestantes. Esse profissional estará apto a avaliar a situação, orientar sobre os direitos para grávidas previstos na legislação e conduzir o processo judicial, caso necessário.

O papel das audiências de conciliação para resolver o impasse

As audiências de conciliação são etapas importantes no âmbito da Justiça do Trabalho. Nessas sessões, a funcionária e a empresa têm a oportunidade de negociar um acordo antes que o processo avance para uma decisão judicial.

O objetivo principal da conciliação é encontrar uma solução satisfatória para ambas as partes, evitando os custos e o desgaste emocional de um processo judicial prolongado. 

Para isso, é importante comparecer à audiência com toda a documentação organizada e com clareza sobre os direitos que estão sendo reivindicados.

Em muitos casos, as audiências de conciliação resultam em acordos que incluem a reintegração da funcionária ao emprego, o pagamento de indenizações ou a regularização dos benefícios devidos. Caso não haja acordo, o processo seguirá para julgamento, onde um juiz decidirá sobre o caso.

Este artigo foi feito por nossa equipe com base em uma entrevista informativa concedida pelo Dr. Augusto Fonseca, sócio-fundador do escritório FFM Advogados. Agradecemos toda a equipe do escritório pela prestatividade e pela contribuição técnica para levarmos informação para a sociedade brasileira. 

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