Vida na estrada:Barbara Figuccio revela detalhes inéditos da rotina de viajante

Colecionando carimbos no passaporte, a influenciadora mora, trabalha e tem momentos de lazer em países distintos

 

Uma italiana, que vive entre o Brasil e os Estados Unidos. Essas três nações diferentes contam apenas alguns passos da trajetória de Barbara Figuccio, influenciadora digital e sócia das marcas World Freight Agenciamentos e Transportes e World Freight USA. Sim, ela trabalha viajando, já esteve em dezenas de países pelo mundo e, a partir de agora, você vai embarcar nessa entrevista, para conhecer um pouco mais da história dela.

“Filha de um diretor de multinacionais, acabei me acostumando a mudar de país e de cidade com a facilidade e o desprendimento de quem muda de bairro, inclusive, porque, mesmo no Brasil e na Itália, inúmeras foram as mudanças, com o passar dos anos”, Barbara relembra o início de tudo. “Numa época em que poucas pessoas viajavam, eu já fazia minha primeira viagem de navio, vindo da Itália”, lembrou, saudosa.

Foi na adolescência que a família de Barbara se estabeleceu definitivamente em Santos (SP). Decisão de grande impacto para a então menina de 14 anos. “Confesso ter sofrido para aceitar, porque não existiam redes sociais, não existiam celulares, não existia e-mail. Telefonar para o exterior era caríssimo e eu não tinha uma bola de cristal para me contar o quanto o mundo estaria conectado, no futuro. Me vi perdendo o ponto de referência, acreditei que nunca mais veria nenhuma das pessoas que eu tanto amava”, relatou a fase difícil, incrivelmente superada pela revolução digital que viveria anos depois e a reaproximaria dos conhecidos e, ainda depois, do público que a segue no perfil @barbarafiguccio, no Instagram.

A jovem Barbara cresceu. Estudou e se formou. Escolheu as áreas do Magistério e da Pedagogia para se graduar, mas, mais uma vez, a vida lhe apresentou outros caminhos. Dessa vez, os profissionais. “Embora admire profundamente quem trabalha na área da educação e ainda mais quem se dedica aos portadores de necessidades especiais, acabei mudando de ramo e indo trabalhar no setor de transportes internacionais”, explicou.

E aí entraram na história dela Alemanha, França, Índia, China, Espanha, Bélgica, Grécia, Inglaterra, Coreia do Sul, Peru, Macau, Colômbia, República Dominicana, Singapura, Portugal, Taiwan, Hong Kong e Argentina, entre outros. Como? Ela conta: “nossas empresas relacionam-se com agentes em todo o mundo. Em um determinado momento, além das sedes brasileiras, em Santos, São Paulo, Itajaí (SP) e Fortaleza (CE), começamos a fazer viagens para o exterior, para conhecer os agentes e, em cada uma delas, eu aproveitava para unir o trabalho à possibilidade de conhecer pontos turísticos e características locais”. E tem mais: ela, junto ao marido e a filha, atualmente, divide a vida entre Santos e Miami, nos Estados Unidos, onde tem residência.

Bônus – aniversário no verão de Roma

Pedimos que Barbara Figuccio relembrasse um episódio marcante, ocorrido em um dos lugares por ela já conhecidos. E ela conta sobre um aniversário passado na Itália, que ficou na memória para sempre. E antecipa o alerta: “no fim, a história foi engraçada, no entanto a situação foi totalmente atípica, uma vez que 99,99% dos hotéis por onde já passamos foram extremamente prestativos, nesse caso, provavelmente era o tal do 0,01%”. Veja:

“Cada lugar tem uma história diferente, mas a que mais marcou foi quando, viajando em família, chegamos em Roma, no dia do meu aniversário. Havíamos fechado um hotel simples, mas muito bem localizado. Nossa filha, então com 14 anos, não era muito ‘fã’ de caminhadas, então optamos por um lugar onde já pudéssemos estar hospedados próximos aos pontos turísticos mais badalados, como La Fontana di Trevi, por exemplo. Por indicação, fechei com mais de seis meses de antecedência, porém, ao chegarmos, em pleno verão, fomos informados que o nosso quarto, que era, aparentemente, o único conjugado do local, estava com o ar condicionado quebrado. Então sugeriram que a nossa filha ficasse em um quarto e nós no outro. Eu aleguei que uma menor não poderia ficar desacompanhada. Aí, na concepção da recepcionista, um de nós poderia ficar, então, em um quarto, sozinho e sem ar, enquanto o outro ficaria com a adolescente, no outro quarto com ar. Resumindo: um dos dois passaria calor. O meu marido já se via dormindo embaixo do chuveiro para refrescar! Enfim se chegou à conclusão de que seria devolvido o dinheiro da reserva. Até aí ‘tudo bem’. O problema persistiu, no entanto, porque seria impossível encontrar outro hotel, em pleno mês de julho, em Roma. No meio desse clima tenso, a nossa filha desabafa: ‘viajar com você é sempre assim com emoção? Ou é só exatamente na minha vez?’, ela se diverte contando.

“Além de se negar a encontrar outro hotel para nós, a recepcionista passou a ficar agressiva – hoje, contando a história, eu até dou risada, mas, na hora, foi realmente complicado’. E foi então que não tivemos alternativa, a não ser chamar a polícia, que, ao chegar, a instruiu a encontrar um lugar para ficarmos. Lamentavelmente, tivemos que pagar a diferença de valor fora do que havíamos planejado, e acho que estou pagando até hoje, porque a solução acabou ficando bem cara”, ela ri.

“Os policiais foram muito gentis e até foram com a gente até o novo hotel, para indicar o caminho. O hotel era dos sonhos! Então a história acabou um pouco cara, mas, sem dúvidas, nos deu a chance de conhecer o que é, provavelmente, o melhor hotel em Roma”, finalizou.

Compartilhe esta matéria

Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on whatsapp
Share on email
Share on pinterest